quinta-feira, 25 de março de 2010

Realizada hoje missa de 1º mês de falecimento do Sr. Valdenor Nunes

Hoje, dia 25 de Março de 2010 foi celebrada a missa de 1º mês de falecimento do Sr. Valdenor Nunes, mais conhecido por Valdo da Padaria, casado com Maria Furtado Nunes, dona Luziê e pai de Valluz Nunes, radialista, locutor e diretor de programação da Rádio Vale do Salgado Ltda. A missa foi celebrado pelo reverendíssimo Padre Benedito Evaldo Alves na Igreja Matriz de São Vicente Ferrer.

Familiares e amigos ainda consternados com o acontecimento trágico se emocionaram ao relembrar da pessoa que Valdenor sempre foi.

Valdo da padaria, homem honesto, trabalhador e que sempre visava proporcionar alegrias as pessoas que os cercavam, ensinava sempre a verdade e preservava as amizades.

Foi na terça-feira de carnaval dia 16, que foi dormir mais cedo, vencido pelo cansaço do trabalho do dia que ele e sua esposa estava no descanso do seu lar e por volta das 23:30h duas pessoas, que deviam estar sob efeito de drogas, adentraram na residência da vítima e atiram contra Valdenor Nunes, na altura do abdômem. Este levado ao Hospital São Vicente em Lavras e sendo transferido para o o Hospital São Vicente de Paula em Barbalha.

Mesmo com um quadro clínico grave, o Sr. Valdenor Nunes sempre mostrava no seu semblante a vontade de viver e a esperança de logo está em casa com seus familiares e rever os amigos.

Valdenor Nunes faleceu após oito dias de lutas incansáveis dos médicos na tentativa de conter uma infecção no peritônio. O óbito aconteu na noite de quarta-feira dia 24 de Fevereiro de 2010.

JOSÉ BESERRA DE ARAÚJO conhecido por Zé de Plácido de Amaniutuba, escreveu uma crônica no dia 1º de Março, demostrando seu pesar pela triste tragédia e enviou ao departamento de Rádiojornalismo da Rádio Vale do Salgado, cujo título é: A MORTE DE UM PAI, A DOR E A SAUDADE DE UM FILHO.

E desde já, eu, Valluz Nunes e família agracemos ao Sr. Zé Plácido pelas palavras de conforto, neste momento de dor e tristeza.

Acompanhe agora na íntegra esta crônica.


A MORTE DE UM PAI, A DOR E A SAUDADE DE UM FILHO.

A cidade de Lavras da Mangabeira perde mais um filho querido, o Dr. Valdenor Nunes, um homem honesto. Honrado e trabalhador a toda prova, que tinha um só objetivo: proporcionar dias melhores para sua família e para todos que o cercavam e com certeza, como bom pai orgulhava-se do seu filho VALLUZ NUNES pelo seu amor filial, pela sua capacidade, inteligência, dedicação a sua família, também honesto, trabalhador e acima de tudo, amigo inseparável do seu querido pai.

E de repente o Sr. Valdenor Nunes entra no rol das vítimas pela violência cruel deste mundo conturbado, onde o homem perdeu a razão de ser e viver matar sem piedade o seu irmão, tirando a vida que é o Dom de Deus, de uma pessoa amiga de todos. Justa e que era admirado pela sociedade de Lavras da Mangabeira.

O Sr. Valdo da Padaria, como era conhecido por todos, estava no silêncio do seu lar, talvez dormindo ou orando a Deus, pedindo saúde e paz para si e seus familiares. e aí viu o seu sagrado lar ser invadido por pessoas sem amor no coração, desumanas e assassinas, no intúito de subtrair bens materiais de sua casa e o pior, tentando contra a vida daquele homem que do alto de sua simplicidade dispensava adjetivos, que era feliz sabia transmitir felicidades para todos. Hoje se chama saudade.

E assim o Sr. Valdenor Nunes, atingido por um projétil, foi conduzido para um Hospital de Barbalha, mas não resistindo aos ferimentos veio a óbito. E assim, nós leigos em medicina, refletimos o seguinte: o homem através da ciência e da tecnologia foi capaz de romper as barreiras da terra e conquistar o espaço sideral, mas não foi capaz de salvar a vida do nosso irmão Valdo da Padaria.

A Rádio Vale do Salgado, que tanto leva ao ar a palavra abalizada e a comunicação sadia e imparcial do Sr. Valluz Nunes, levando alegria aos seus ouvintes, não se negou de informar a todos, o falecimento do seu querido pai, Valdenor Nunes.

Podemos, Valluz, avaliar a dor e a saudade que sentes por teu inesquecível pai, que partiu para outros horizontes, para outra dimensão muito além deste manto azul que avistamos. E com certeza, Valluz, o teu pai está ao lado de Deus, absolvido de seus pecados, comtempla com alegria as belezas celestiais, com a conciência tranquila do dever cumprido aqui na terra como cristão autêntico e verdadeiro.

A lacuna impreenchível deixada por um pai, a dor e a saudade vivenciada por um filho em Lavras da Mangabeira. Paira no ar uma pergunta: ATÉ QUANDO E AONDE VAMOS CHEGAR, COM TANTA MAZELA SOCIAL, COM TANTA FALTA DE SEGURANÇA NESTE MUNICÍPIO, NO CEARÁ E NO BRASIL? Com a palavra as autoridades de Lavras, do estado e deste país, pois, nós, enquanto sociedade civil, nada podemos fazer, só lamentar. O que sabemos com categoria é que as leis deste país, são atropeladas pela política, o que é uma vergonha nacional.

Ouvindo o Dr. Arruda, do alto de sua sabedoria, fazer um relato dos acontecimentos referentes a assaltos em Lavras da Mangabeira, sempre batendo na tecla: falta de segurança neste município, gostaria de lembrar a toda população que aproveitem a vinda de seu Excelentíssimo o Governado do Estado do Ceará e peçam segurança, que aumente o efetivo policial, o que aconteceu com o Sr. Valdenor Nunes e com pessoas daqui de Amaniutuba e de todo este município, não pode virar rotina, o que acho que já virou, digam ao Governador que, se não podemos consertar o mundo, mas a tentativa é válida.

Portanto, Valluz, o teu pai se foi, mas deixou o que há de mais sagrado, os exemplos de um pai dedicado, que sorria sempre para ver o sorriso do seu semelhante. E o Deus que permitiu a ida do teu genitor para a eternidade é o mesmo Deus que vai te confortar, te dá força e resignação para aceitar esta separação, busque no amor de Cristo, o refúgio para tuas aspirações. A Rádio Vale do Salgado e seus ouvintes, precisam de tuas atividades como radialista, tua família como sempre está ao teu lado, te confortando espiritualmente, mostre para o teu filho, o que tú fostes para o teu pai, não chores mais, sabemos que chorar é um desabafo natural, mas o teu querido pai que está naquela mansão sagrada, aonde não existe o pecado e nem a morte, precisa apenas de PRECES E NADA MAIS.

Um abraço de pesar em nome de todos de Amaniutuba.

Escreveu, JOSÉ BESERRA DE ARAÚJO. (Zé de Plácido).

Amaniutuba, 01 de Março de 2010.

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