sábado, 24 de abril de 2010

Há dois meses, homicídio do Senhor Valdenor Nunes em Lavras da Mangabeira continuam sem solução

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Neste sábado dia 24 de Abril estará fazendo 2 Meses de um homicídio que abalou a cidade de Lavras da Mangabeira, caso esse que deixou muita gente comovida e aumentando cada vez mais o medo de se viver em paz, tendo que pessoas de bens, trabalhadoras que ficar enjauladas em suas próprias casas.

Relembrando o caso.


Foi na noite de terça-feira de carnaval para a madrugada de quarta-feira de cinzas quando a PM de Lavras através do 190 foi informada por populares, acerca de uma pessoa que se encontrava lesionada a bala, a viatura se deslocou até a Rua Júlia Lôbo onde vieram a encontrar o Sr. Valdenor Nunes, conhecido por Valdo da Padaria, casado, padeiro, 52 anos de idade e que se fosse vivo teria completado 53 anos no último dia 21 de Março.

Segundo a Policia o mesmo estava caído na calçada de sua residência com uma perfuração a bala na altura do Abdômen, a vitima estava consciente, vindo a relatar aos policias que se encontrava dormindo quando foi surpreendido por dois elementos dentro de sua residência, disse ainda que eles entraram pela porta da sua residência que fica próxima a um matagal, e na tentativa de assalto, acabou sendo lesionado com um tiro a altura do abdome.

A vítima foi socorrida pela composição da viatura para o Hospital local, sendo logo em seguida transferido para o Hospital da cidade de Barbalha, onde passou por cirurgia ainda naquela madrugada, mas não resistindo a grave perfuração, de somente uma bala, mas que atingiu vários órgãos vitais do corpo. Após 8 dias internados naquele hospital, o paciente foi transferido para a UTI com problemas respiratórios e chegando a Óbito na Quarta-Feira dia 24 de Março às 23:00h.

Dois meses já se passaram e ainda os indivíduos não foram presos. Toda a população de Lavras da Mangabeira esperam que a polícia consiga resolver esse caso e punem esses dois elementos que estão soltos e que podem voltar as fazer outras tentativas de assaltos ou outras vítimas fatais.

A nossa querida, pacata e pequenina cidade de Lavras da Mangabeira chegou a esse ponto, aonde pessoas do bem, trabalhadoras, que passam o dia e até mesmo a noite trabalhando para o sustento da sua família, terem que ficar trancadas, sem proteção alguma, com medo que isso possa acontecer um dia, famílias essas que ficam a mercê da bandidagem, esse ciclo de pessoas que nos dias de hoje se entregam as drogas, violências, praticam crimes e assaltos somente para manter o vício da drogas, são essas pessoas que não tem coragem de estudar, de trabalhar e ter uma vida digna.

Infelizmente somos nós, pessoas de bem, que temos que pagar, até mesmo com nossas vidas, a imprudência demasiada desse tipo de gente.

Autoridades lavrenses, autoridades estaduais, autoridades nacionais. Até quando iremos viver assim?

Damiana Nunes, sobrinha de Valdenor Nunes enviou uma crônica demonstrando os seus sentimentos e a sua inconformidade com que aconteceu com seu tio. E diz assim:

Lavras viu nascer, sem imaginar que aquela criança seria no futuro um guerreiro a deixar gravado na história da sua personalidade marcante de um homem digno, trabalhador e honesto.

Um homem que se foi, mas a sua personalidade continua vivo entre nós como uma luz que mais brilha na terra do sol e que a envaidece a todos que tiveram o privilégio de compartilhar do seu dia-a-dia e de ter sido seu conterrâneo.

Não haverá folhas suficientes para registrar as realizações de Valdenor Nunes. Um homem digno que trabalhava de sol a sol.

Fico imaginando, como pôde uma coisa dessas acontecer dessa maneira? Um senhor tão trabalhador, chegar cansado depois de uma dia inteiro de trabalho, deitar-se para repousar e no descanso de seu lar, chegar duas pessoas tão perversas, tão frias, tão sem compaixões, sem Deus no coração e surpreende-lo daquela maneira.

Tio, meu tio querido, você é um pedaço de nossas vidas que não será esquecido. Sua ausência nunca será sentida, pois o senhor tem um lugar no coração de cada um de nós. Onde estiver agora, tenho certeza que estará mais vivo ainda nas lembranças dos seus filhos, sua esposa, sua nora, seu neto, irmãos, sobrinhos, parceiros de trabalho, amigos verdadeiros e admiradores da sua força imbatível e de sua sabedoria.

O senhor foi um vencedor, lutando como pôde pela sua sobrevivência e tendo sempre como companheira eterna a dona Luziê, que superaram juntos todos os obstáculos da vida.

Com simples palavras não dá para relatar tudo o que você Valdenor Nunes, representou para todos nós e por isso vem através desta emissora e escrevo esta mensagem;

A distância que nos separa agora é muito grande, mas a sua presença forte e vibrante elimina por completa a sua ausência. Um homem de garra, força e coragem e que nunca desistia e sempre enfrentava seus problemas de frente sem nunca baixar a cabeça.

O Senhor Valdenor Nunes, deixou pegadas luminosas na longa estrada da existência, essas pegadas jamais serão apagadas pelo vento do esquecimento.

No momento em que chegou a notícia da sua viagem para o outro lado da vida, pensei em te ofertar uma coroa de flores, então senti o cheiro da morte, mas o senhor não haverá de morrer porque a sua história de vida estará cada vez mais viva na minha alma e na alma dos que aprenderam a entende-lo.

No lugar de uma coroa de flores, trago-lhe papel e tinta molhados com as lágrimas da saudade.

Escreveu Damiana Nunes, sobrinha do nosso amado e querido VALDENOR NUNES.
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